segunda-feira, 6 de agosto de 2012


Hã biloute?
¨¨ Ninguém disse que seria fácil. Eu sei que já disse isso aqui mil e duas vezes. Talvez lá nos nossos dias de pequeninos, quando falavam da vida como algo programado, previsível, talvez lá. Mas depois disso não. E o engraçado é que esse saber da dificuldade como habitual não nos prepara para lidar com o trem mais na boa. Ali, naquele segundo, a dor é a pior das dores, a confusão é mais que insuportável, a agonia é sem fim. Aquele segundo é esguelante, seja lá por que for. Aí que no segundo dois nada parece mais tão grave assim e no dia seguinte eis que você acorda com aquele sentido já quase tranquilo, guardado na sua devida gaveta. Lugar achado, peito em repouso e ponto. Passou. O dia volta a ter cor e você canta e ri enquanto lava a louça ("depois da iluminação, lave os pratos". não esqueço). E o que mais tem me nocauteado é a saudade. Devo ter em mim uma cômoda inteira só para abrigar as saudades. Elas chegam, me solapam, me tiram de mim de depois passam. Se acomodam, não no sentido pejorativo da palavra, mas literalmente. Lugar achado. E é assim. E outras virão. E passarão para outras chegarem. Ninguém disse que seria fácil, disse? 
¨¨ A sexta foi azeda de tanto mau humor. E eu, azeda², passei o dia me perguntando por que Deus me deu dentes tão grandes se o Código Penal não permite que eu os use para punir os insuportáveis que circulam por aí. E a resposta a que cheguei foi : risco grave de autofagia. Por que né, sejamos realistas. Somos simsim, cada um a seu modo, todos farinha do mesmo saco. Euzinha tô lá positiva e operante for sure.
¨¨ Paulinha! Sonhei contigo noite dessas. A gente tava na fazenda, sentadas na varanda, comendo aqueles pães de queijo gigantes, amarelinhos, recém saídos do forno, enquanto nossos pais conversavam sobre o gado. Eu era a adulta que sou agora e você era a menina que era na época. E a gente ficou ali, sem trocar uma palavra, só soprando a fumaça do pão de queijo aberto e olhando para o café esticado no terreiro, secando ao sol. Foi bom sentir aquela quietude, queridinha. Deu saudades. =). beijomeu procê.
¨¨ Laboral com bastão. yeah.
¨¨ Fui a um show nesse sábado e confesso que me espantei com a bizarrice do trem. Primeiro que aquilo não foi um show de música, nem de samba. Foi uma ode ao EGO do cantor. Ok, o cara é gato. Mas a beleza dele evapora em 6 minutos. Porque 6 minutos são suficientes para entender que o ÚNICO foco ali é o cara ficar pagando de lindo e gostoso para fazer a mulherada gritar histericamente. Histericamente. Só conhecia uma ou duas músicas e fui lá de peito aberto, cheia de respeito pelo cara ser filho de quem é. Mas não. Além disso, a grande maioria das canções ali são clássicos de outros compositores, que ele canta sem adicionar tempero algum. Ele mal canta. What's the point, nêgo? E mais, na próxima vez em que eu for a um "juntado" de gente e houver uma chance remota de semelhança com aquela platéia, eu vou levar um desodorante roll-on na bolsa, juro que vou. Aí quando a mulherada esticar os braços para fotografar/filmar cada movimento do sujeito no palco, eu vou sair distribuindo carinhos perfumados nas axilas alheias ponto. Tenho certeza que o universo vai aprovar meu empenho nessa empreitada. Básico, minha gente. Higiene é coisa básica. O bom é que eu estava em excelente companhia e a gente teve motivos de sobra para rir. Foi o que salvou. Eu disse que o cara é o Fábio Júnior moderno, só que peão e piorado (o Fábio não precisava fazer movimentos com a pélvis, mexer no cabelo já era suficiente pra fazer a mulherada pirar, não é vero?). O maridão disse que ele é a Sandy do samba. rs. Não sei qual das duas é a melhor definição. Mas sei que tirei o OGO do primeiro nome do cara e troquei por EGO, e é assim que o chamarei de agora em diante. Muito justo. E só não troco o GU do sobrenome por J porque seria muita maldade. rs.
¨¨ "I am only interested in people engaged in a project of self-transformation", disse Susan Sontag e eu digo amém. Beijosmeus. =)
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2 comentários:

  1. Ana Paula Martins7 de agosto de 2012 09:00

    Iza,sempre que leio meu nominho aqui fico feliz,muito mesmo.
    hoje não foi diferente.e chorei.tenho pensado muito em vc.coisas boas,english classes,cousas antigas rsrs.
    quando tiver um tempinho venha a sumpaulo.entendo um pouquinho sobre essa tal saudade.mentira.sei muito bem "quem" é ela!rsrs
    beijo carinhoso e um abraço cheio de raios de luz! como gosto de você,Iza!

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    1. como são boas as cousas boas, que fazem bater essa saudade gostosa, né queridinha?
      e ó, pode deixar que vou te visitar simsim assim que as coisas ficarem mais tranquilas por aqui... pq tá de um jeito que eu não tô saindo nem do plano piloto... juro.rs.
      beijosaudoso
      carinho sempre!

      =)

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