A cena: um aconchegante meio escuro chamuscado de luzes festivas, paredes cobertas de cores várias do teto ao chão e pessoas bonitas, muito bonitas. Ela se sentou num canto de costas pra janela e, apesar da sala ampla, nós poucos fomos ali nos acomodando em volta dela, em banquinho cadeira ponta de sofá ou chão. Para ouví-la. Ela tão aberta na sua dor/ surpresa/ indignação/ algum alívio de confirmação e nós em completa atenção, que ia se revezando entre silêncio e fala. Foi como um abraço sem braços aquele momento. Eu era a única desconhecida entre seus amigos e fiquei depois pensando no quanto a vulnerabilidade simsim abre um campo de aproximação entre as pessoas, faz encostar as pontas dos dedos das mãos. Bonito isso. Ela preocupada se havia pesado o rolê e nós Claro que não Imagina e dançamos noite afora novo ano adentro. Para o predito ano da espontaneidade. Começamos bem, eu acho. Espontâneos, vulneráveis, juntos. 2026.
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
Pontuais
A cena: um aconchegante meio escuro chamuscado de luzes festivas, paredes cobertas de cores várias do teto ao chão e pessoas bonitas, muito bonitas. Ela se sentou num canto de costas pra janela e, apesar da sala ampla, nós poucos fomos ali nos acomodando em volta dela, em banquinho cadeira ponta de sofá ou chão. Para ouví-la. Ela tão aberta na sua dor/ surpresa/ indignação/ algum alívio de confirmação e nós em completa atenção, que ia se revezando entre silêncio e fala. Foi como um abraço sem braços aquele momento. Eu era a única desconhecida entre seus amigos e fiquei depois pensando no quanto a vulnerabilidade simsim abre um campo de aproximação entre as pessoas, faz encostar as pontas dos dedos das mãos. Bonito isso. Ela preocupada se havia pesado o rolê e nós Claro que não Imagina e dançamos noite afora novo ano adentro. Para o predito ano da espontaneidade. Começamos bem, eu acho. Espontâneos, vulneráveis, juntos. 2026.
A cena: um aconchegante meio escuro chamuscado de luzes festivas, paredes cobertas de cores várias do teto ao chão e pessoas bonitas, muito bonitas. Ela se sentou num canto de costas pra janela e, apesar da sala ampla, nós poucos fomos ali nos acomodando em volta dela, em banquinho cadeira ponta de sofá ou chão. Para ouví-la. Ela tão aberta na sua dor/ surpresa/ indignação/ algum alívio de confirmação e nós em completa atenção, que ia se revezando entre silêncio e fala. Foi como um abraço sem braços aquele momento. Eu era a única desconhecida entre seus amigos e fiquei depois pensando no quanto a vulnerabilidade simsim abre um campo de aproximação entre as pessoas, faz encostar as pontas dos dedos das mãos. Bonito isso. Ela preocupada se havia pesado o rolê e nós Claro que não Imagina e dançamos noite afora novo ano adentro. Para o predito ano da espontaneidade. Começamos bem, eu acho. Espontâneos, vulneráveis, juntos. 2026.
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